Top 10 Melhores Jogadores Australianos da História

10 - John Aloisi: Centroavante, tinha como principais características o cabeceio e a força. Filho de italianos, nasceu em Adelaide e começou a jogar futebol no time da cidade. Logo aos dezesseis anos de idade, partiu para Europa e foi jogar no Royal Antwerp da Bélgica. Após três temporadas, mudou-se para a Itália, indo jogar no Cremonese, e logo em seguida para a Inglaterra, onde atuou por Portsmouth e Coventry City. Jogando pelo Coventry, Aloisi conseguiu marcar muitos gols e apesar de estar em divisões inferiores da Inglaterra, chamou a atenção de maiores clubes do continente europeu. Seu próximo destino foi o Osasuna, e foi no time espanhol que o atacante australiano obteve seu melhor desempenho jogando no "Velho continente". Foi titular por três temporadas, teve sua melhor média de gols na carreira, pouco se lesionou, foi querido pela torcida e conseguiu ter regularidade. Na temporada 2005/2006, Aloisi transferiu-se para o Alavés e teve uma grande temporada, porém em seguida sofreu com lesões e acabou sendo dispensado do clube. Em 2007, retornou à Austrália e jogou por Central Coast, Sydney FC e Melbourne City, anunciando sua aposentadoria em 2011. Pela Seleção Australiana, John tem bom aproveitamento, marcando ao todo 27 gols em 55 atuações. Brilhou na Copa das Confederações 2005, terminando a competição com quatro gols, e na repescagem diante do Uruguai, nas eliminatórias para a Copa de 2006, anotando de pênalti o gol que garantiu a presença da Austrália na maior competição mundial de futebol, superando um jejum de 32 anos. Em seguida, na Copa de 2006, Aloisi marcou um gol nos quatro jogos que disputou. Logo após se retirar dos gramados, assumiu o comando técnico das categorias de base do Melbourne City e no ano seguinte, o time principal. No momento, Aloisi é o treinador do Brisbane Roar. 


9 - Craig Moore: Zagueiro ao estilo "xerifão", não brincava em serviço e usava muito sua força física para superar os adversários. Aos dezessete anos, transferiu-se para o Rangers da Escócia, onde seria ídolo e multi-campeão. Para resumir sua passagem pelo time da capital escocesa, Craig atuou em doze temporadas, conquistando doze títulos: Cinco vezes a Liga Escocesa, a Copa da Escócia em quatro oportunidades, e mais três Copas da Liga. Teve um curto empréstimo ao Crystal Palace durante sua passagem pelo Rangers, mas durou apenas uma temporada. A partir de 2005, Moore começou a sofrer com lesões e pouca sequência de jogos, rodando por clubes como o Borussia Monchengladbach e o Newcastle, sem obter sucesso. Veterano, resolveu retornar à Austrália e jogar pelo Brisbane Roar, readquirindo a boa forma física e o futebol dos tempos de Rangers. Em 2010, jogou meia temporada pelo Kavala, da Grécia, e anunciou a aposentadoria. Pela Seleção Australiana, Craig entrou em campo 52 vezes, incluindo a Copa do Mundo de 2006, onde atuou nas quatro partidas da equipe na competição e marcou um gol diante da Croácia.


8 - Mark Bresciano: Um dos jogadores mais habilidosos da história da Austrália. Representou sua seleção no mundial sub-20 de 1999, nas Olimpíadas de 2000, na Copa da Oceania 2004 e na Copa do Mundo de 2006. Anotou treze gols em 84 internacionalizações. Descendente de italianos, partiu para o país europeu após destacar-se pelo Carlton SC (clube de Melbourne). Primeiramente teve três boas temporadas no Empoli, em seguida brilhou no Parma, onde completou mais de 100 partidas, foi ídolo no Palermo, ajudando o clube a ter respeitáveis colocações na Série A italiana, e encerrou seu ciclo na Itália jogando pela Lazio na temporada 2010/2011. Para finalizar a carreira, atuou seus últimos dois anos no Oriente Médio, vestindo a camisa do Al Nasr e do Al-Gharafa. Bresciano destacava-se por ser um ótimo cobrador de faltas e escanteios, assim como um meia dotado de uma grande visão de jogo e um passe preciso. Em algumas oportunidades, exercia a função de segundo volante, marcando e saindo para o jogo.


7 - Lucas Neill: Zagueiro de forte marcação, técnica e bom cabeceio, rodou por clubes australianos especializados em revelar garotos até chegar ao Millwall da Inglaterra aos dezessete anos de idade. Criou grande identificação com a torcida do clube londrino, e dentre seus grandes momentos na equipe, o principal foi ser campeão da terceira divisão inglesa. Trocou o Millwall pelo Blackburn na temporada 2001/2002, e foi ainda mais feliz no clube do norte da Inglaterra. Em seis temporadas, Neill completou mais de 200 jogos pelo Blackburn, foi capitão da equipe em alguns momentos e foi muito querido pela torcida. Esteve próximo de transferir-se para o Liverpool em 2007, mas como o negócio acabou não ocorrendo, assinou contrato com o West Ham. Após três anos nos "Hammers", foi jogar no Everton. Em 2010, após receber uma excelente proposta, juntou-se a seu amigo Kewell no Galatasaray. Antes de anunciar a aposentadoria no ano de 2014, aventurou-se por diversos países, jogando no Al-Jazira e Al-Wasl dos Emirados Árabes Unidos, no Sydney FC da Austrália, no Omiya Ardija do Japão e no Watford da Inglaterra. Pela Seleção Australiana, Lucas sempre mostrou muito orgulho, raça e liderança ao vestir as cores de seu país, tanto é que se tornou o jogador que mais vezes capitaneou a seleção. Disputou 96 partidas, com destaque para as Copas do Mundo de 2006 e 2010 e a Copa da Ásia 2011.



6 - Johnny Warren: Meia técnico e clássico, foi o primeiro craque australiano. Além de grande jogador, Warren foi também treinador de futebol, administrador e escritor. Entrou em campo 42 vezes para representar a Seleção Australiana, e marcou sete gols. Foi o principal nome do grupo de jogadores australianos que conseguiu classificar pela primeira vez a sua pátria para uma Copa do Mundo, e teve bom desempenho individual na competição em 1974.  Por clubes, ganhou enorme destaque atuando pelo ST George FC, quando conquistou um título nacional. Ao "pendurar as chuteiras", foi treinador, mas sem muito sucesso resolveu apostar na sua boa escrita, lançando alguns livros, e no seu bom poder de argumentação, tornando-se comentarista. Johnny sempre foi muito polêmico e mostrava muita revolta com a OFC (Confederação de Futebol da Oceania), exigindo mais atitudes a favor dos países do continente no futebol, que na época só tinham chances de ir ao mundial se vencessem a repescagem contra o quinto colocado das eliminatórias da América do Sul. Faleceu vítima de câncer no pulmão em 2004, e deixou um grande legado no futebol de seu país, recebendo inúmeras homenagens, como a que premia o melhor jogador do Campeonato Australiano: Johnny Warren Medal. 


5 - Mark Viduka: Atacante de muita força física e grande estatura, era um perigo nas bolas aéreas e um tormento aos zagueiros. Não era nada técnico e veloz, mas tinha uma aptidão natural para marcar gols e usar o corpo para superar os adversários. Mark possui origens europeias, assim como a maioria dos jogadores australianos de sua geração, sendo seu pai um imigrante croata que foi para Melbourne nos anos 60. Aos dezoito anos, Viduka profissionalizou-se no futebol e começou a jogar em um dos clubes de sua cidade natal, o Melbourne Knights. Em duas temporadas, o centroavante alcançou incríveis marcas, sendo duas vezes o artilheiro do Campeonato Australiano, assim como melhor jogador e campeão da edição 1994/1995. Sem passar despercebido, foi contratado pelo Dínamo Zagreb, tendo sua negociação facilitada com o clube croata justamente por sua dupla cidadania. Conquistou tudo que era possível pelo Dínamo, sendo três Copas da Croácia e três vezes o Campeonato Croata nas três temporadas que permaneceu no time. Em seguida, transferiu-se para o Celtic, e seu sucesso foi muito grande justamente por ter exatamente o estilo de jogo apreciado na Escócia. Em dois anos no clube de Glasgow, Mark foi artilheiro da Scottish Premier League e conquistou uma Copa da Escócia. Badalado, foi disputado por grandes clubes do Reino Unido, mas optou pelo Leeds, juntando-se ao amigo e compatriota Kewell. Tornou-se rapidamente ídolo no clube inglês, e a equipe alcançou respeitáveis colocações na Premier League e também interessantes campanhas em competições continentais. Contudo, com o grave problema financeiro que afetou o Leeds, Viduka deixou a equipe após quatro temporadas, mais de 150 jogos disputados e 67 gols anotados. Ainda na Inglaterra, Viduka teve uma boa passagem pelo Middlesbrough e jogou sua última temporada pelo Newcastle, anunciando sua aposentadoria em 2009. Com a Seleção Australiana, Mark soma 43 atuações e onze gols marcados. Foi o capitão da equipe que disputou a Copa do Mundo de 2006, e que foi eliminada nas oitavas de final pela campeã Itália.


4 - Brett Emerton: Lateral direito de origem, destacava-se pelo grande poder de criação, por apoiar com eficiência, por sua velocidade e por ter uma grande média de gols por ser lateral. Foi por essas características que com o tempo passou a integrar o meio de campo, jogando como meia direita. É o terceiro jogador australiano que mais vestiu a camisa da seleção, atuando 95 vezes e marcando vinte gols. Disputou dois mundiais: 2006 na Alemanha e 2010 na África do Sul. Recebeu o apelido de "O Greyhound", que para quem não conhece é a o nome dado há uma raça de cachorro muito veloz, que geralmente é o preferido por apostadores deste tipo de corrida. Brett iniciou sua carreira no Sydney Olimpic, e ganhou grande destaque jogando as Olimpíadas de 2000, sendo considerado uma das melhores promessas do mundo na lateral direita. Ao fim da competição olímpica, transferiu-se para o Feyenoord, onde de promessa passou a ser uma realidade após três belíssimas temporadas. Emerton foi um dos protagonistas da conquista da Copa da UEFA 2001/2002, atuou em 209 jogos e anotou 11 gols. Em 2003, o australiano chegou ao Blackburn da Inglaterra para se tornar um "mito". Apesar de não conquistar títulos, obteve prêmios individuais e muitos elogios por sua regularidade. Foram oito temporadas e mais de duzentos jogos no clube, que deixou em 2011 quando já estava veterano. Finalizou sua carreira no Sydney FC em 2014.


3 - Mark Schwarzer: Jogador com o maior número de internacionalizações por seu país, 109 jogos. É um grande ícone dos amantes de futebol na Austrália, sendo um dos líderes de sua geração de jogadores. Começou a carreira no Marconi Stallions, e após quatro boas temporadas foi vendido ao Dynamo Dresden. Por ser filho de alemães que imigraram para a Austrália, ter dupla cidadania e já falar alemão, teve muita facilidade para adaptar-se ao país europeu. Ainda jogou pelo Kaiserslautern na Alemanha antes de transferir-se para a Bradford City da Inglaterra. Em 1996, Mark acertou com o Middlesbrough, onde tornou-se grande ídolo ao disputar doze temporadas seguidas e ao conquistar o importante título da Copa da Liga Inglesa 2003/2004. Schwarzer também marcou seu nome na história do Middlesbrough ao ser um dos jogadores que mais vezes entraram em campo, somando mais de 400 atuações. De 2008 a 2013, foi unanimidade no gol do Fulham, onde também foi idolatrado. Já com 41 anos de idade, transferiu-se para o Chelsea, tendo poucas oportunidades. Por fim, corou sua carreira ao ser campeão da Premier League pela primeira vez, quando foi o goleiro reserva de Schumichael no Leicester City na temporada 2015/2016. No momento, está sem clube, e mesmo aos 44 anos não descarta um retorno aos gramados em breve. Participou de duas Copas do Mundo: 2006 e 2010.


2 - Tim Cahill: Filho de pai irlandês e mãe samoana, expressou sua vontade de defender a Seleção Irlandesa, mas por já ter jogado nas categorias de base da Seleção Samoana, teve de optar por Samoa ou Austrália. Tim é um atleta versátil, que pode jogar como volante, meia, ponta e também atacante, onde eu particularmente o prefiro. Possui uma extrema facilidade em finalizar, principalmente com chutes potentes e cabeçadas. Nascido em Sidney, começou a jogar nas categorias de base de alguns clubes da grande cidade australiana, e aos dezoito anos partiu para o Millwall da Inglaterra. Após algumas temporadas regulares no clube de Londres, onde chegou a ser campeão da terceira divisão inglesa, Cahill comandou a equipe do Millwall que chegou pela primeira vez à final da FA Cup na temporada 2002/2003, e mesmo ao ser derrotada pelo Manchester, o meia australiano ganhou notabilidade mundial. Em seguida, transferiu-se para o Everton, clube pelo qual passou a maior parte de sua carreira e alcançou os maiores sucessos. Tornou-se o primeiro jogador da Oceania a ser relacionado a lista final de 50 nomes da Bola de Ouro, assim como o primeiro jogador do Everton a alcançar este feito. Nos oito anos em que atuou no time azul de Liverpool, Tim somou 278 jogos e marcou 68 gols. Já veterano, em 2012, assinou contrato com o New York Red Bulls, sendo uma das estrelas da MLS para a temporada. Pelo time norte americano, editou grande dupla com Henry e conquistou seu segundo título por um clube. Após ser idolatrado na Inglaterra e nos EUA, partiu para a China, atuando no país asiático por duas temporadas. Atualmente, o meia está jogando pelo Melbourne City e vive boa fase mesmo estando com 36 anos. Em campo pela Seleção Australiana, Cahill foi protagonista nos dois títulos conquistados: Copa da OFC 2004 e Copa da Ásia 2015. É o autor do primeiro gol australiano em Copas do Mundo, e também o maior goleador de seu país nesta competição, somando cinco gols, sendo que disputou as edições de 2006, 2010 e 2014. Tim está próximo de completar 100 jogos com a seleção de seu país, na qual é o maior artilheiro da história com 48 gols.


1 - Harry Kewell: Jogador mais talentoso e técnico da história do futebol australiano, é conhecido também como "Mago de Oz". Com sua perna esquerda, Kewell distribuía passes precisos, lançamentos primorosos e chutes fatais. Além disso, era veloz e batia muito bem faltas, pênaltis e escanteios. Atuava como ponta esquerda, meia e também atacante. Harry começou a jogar nas categorias de base do Marconi Stallions aos treze anos, e ao mostrar ser muito acima da média em comparação com os jovens de seu país, recebeu uma proposta para integrar as categorias de base do Leeds United aos dezessete anos de idade. Não teve problemas com o passaporte para a Inglaterra, já que possuía a dupla cidadania por seu pai ser inglês. Em 1995 estreou profissionalmente pelo Leeds, mas levou ainda alguns anos para que realmente fosse integrado ao elenco principal. Tornou-se uma "lenda" no clube inglês, sendo até hoje um dos maiores ídolos da história do time. Jogou 249 partidas e marcou 63 gols, permanecendo por nove anos e saindo da equipe somente quando a mesma já não possuía mais condições de lhe pagar devido a crise financeira. Em seguida, Kewell teve excelentes temporadas no Liverpool, onde conquistou a Liga dos Campeões 2004/2005 e a Copa da Inglaterra 2005/2006. Suas três primeiras temporadas no time da "terra dos Beatles" foram sensacionais, marcando muitos gols, sendo regular e dando muitas assistências aos companheiros, contudo seus dois últimos anos foram de inúmeras e intermináveis lesões. Em 2008, transferiu-se para o Galatasaray, onde conquistou uma Supertaça da Turquia. No ano de 2011, resolveu retornar para casa e disputar o Campeonato Australiano 2011/2012 pelo Melbourne Victory. O craque ainda teve uma breve passagem pelo Al-Gharafa do Qatar, e finalizou sua carreira pelo Melboune Hearts. Jogando pela Seleção Australiana, Harry obteve 58 internacionalizações, com dezessete gols marcados. Disputou a Copa das Confederações 1997, os Jogos Olímpicos 2000, a Copa da OFC 2004, na qual sagrou-se campeão, jogou também a Copa do Mundo de 2006, a Copa da Ásia de 2007 e a Copa do Mundo de 2010. No momento, Harry está comandando com os jogadores sub-20 do Watford, com a pretensão de se tornar um técnico de sucesso em breve.


Blog C. Fernando

Administrador; 26 anos; Católico; Apaixonado por Eduarda Guidarini; Fanático por futebol; Futebol bonito não é melhor que o eficiente; Penalti não é loteria, mas sim treinamento e competência; Torcedor do Avaí, Real Madrid e Fiorentina.

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