Top 10 Melhores Jogadores da História da Costa do Marfim

10 - Alain Gouaméné: O herói da primeira grande conquista da Costa do Marfim, a Copa Africana de Nações de 1992. Alain não sofreu nenhum gol na competição, sendo ainda decisivo nas disputas de pênaltis nas semi-finais e na final, diante do Senegal, país sede. É considerado o melhor goleiro da história de sua nação, disputando 58 partidas. Iniciou no ASEC Mimosas, no ano de 1986. Após três anos de destaque, foi para a França defender o Lyon. Ficou dois anos amargando a reserva do clube, onde não jogou uma partida sequer. Ao transferir-se para o Raja Casablanca do Marrocos, recuperou seu bom futebol, mas decidiu voltar ao seu clube favorito, o Mimosas. Por fim, retornou à Europa para jogar no Toulouse, onde teve boas atuações em cinco temporadas e decidiu se aposentar na equipe em 2000. Como treinador, Gouaméné mostrou ser um ótimo "lapidador de talentos", auxiliando as equipes de base da Costa do Marfim desde 2006.


9 - Ibrahima Bakayoko: Atacante de muita velocidade e força física. Teve grande destaque no futebol francês, onde primeiramente brilhou pelo Montpellier, e em seguida pelo Marseille, time pelo qual tornou-se ídolo e marcou muitos gols. Ao sair do clube em 2004, rodou pela Europa sem obter o mesmo sucesso, até chegar ao Giannina, da Grécia, tendo uma incrível performance no ano de 2011, na qual foi campeão do Campeonato Grego e artilheiro da competição. Encerrou sua carreira em 2014. Pela Seleção Marfinense, o atleta tem bons números: 45 jogos e 30 gols anotados, sendo o segundo maior artilheiro da história.


8 - Kolo Touré: Irmão mais velho do craque Yaya Touré, Kolo ficou oito anos nas categorias de base do Mimosas. Nesta época, chamava atenção por ser um atleta incansável, forte e habilidoso, porém jogava de meia-atacante. Foi aprovado em testes para o Arsenal, integrando o elenco do time londrino no ano de 2002. Já em sua primeira temporada, conseguiu jogar algumas partidas como volante e outras como lateral direito, agradando o treinador Wenger por ser muito versátil e comprometido com o grupo. O técnico teve problemas para escalar o time no início da temporada seguinte, deslocando o marfinense para a zaga. O sucesso foi absurdo e Touré editou grande dupla com Sol Campbell na Premier League em que o Arsenal tornou-se campeão invicto. Seus próximos anos no Arsenal foram ótimos, sendo o xerifão da defesa ao lado de Senderos, Cygan e demais jovens. Foi apelidado de "Cannavaro africano", pois assim como o "mito" italiano, era um defensor veloz, versátil, de baixa estatura, mas com grande impulsão. Com um leve declínio no nível de suas atuações e problemas de relacionamento com o francês Gallas, solicitou transferência ao fim da temporada 2008/2009. Assinou contrato com o Manchester City e com o novo clube milionário da Europa, foi campeão inglês na temporada 2011/2012. Foi pego no exame anti-dopping e após seis meses de suspensão, retornou aos gramados cometendo muitas falhas. Após não ter seu contrato renovado com os Citizens, foi contratado pelo Liverpool, time que vem defendendo há dois anos. Com a Seleção Marfinense, Kolo disputou as Copas do Mundo de 2006, 2010 e 2014 e conquistou a Copa das Nações Africanas de 2015. É o segundo atleta com maior número de atuações pelos Elefantes, 117 partidas com sete gols anotados. 


7 - Laurent Pokou: Atacante de muito talento. Destacava-se por sua raça, pelos chutes potentes com a perna direita, pela velocidade e também pelos dribles. Foi artilheiro da Copa das Nações Africanas em duas oportunidades, 1968 e 1970, mas infelizmente não conseguiu ser campeão de nada jogando pela sua seleção. Disputou cerca de 70 partidas com "Os Elefantes". Pokou foi o primeiro jogador marfinense a se destacar no continente europeu. Depois de três boas temporadas pelo Mimosas, onde conseguiu ser bicampeão nacional, foi contratado pelo Rennes. Ao desembarcar na França, chegou a ser preso no aeroporto por ordem do presidente marfinense, que fã do estilo de jogo de Laurent, não queria que ele jogasse fora do país para poder ver todos os seus jogos. Convencido pelos dirigentes do time francês, o jogador finalmente recebeu aval para jogar. Tornou-se ídolo do Rennes, fazendo jogos de alto nível, gols importantes e jogadas geniais. Contudo, Pokou teve sérias lesões ao longo de sua carreira, fator que o impediu de jogar em times e ligas maiores. Atuou também pelo Nancy, onde fez boa dupla com Platini. Após agredir um árbitro, foi suspenso por um ano pela federação francesa, com isso retornou ao Mimosas e conquistou mais um Campeonato Marfinense antes de anunciar sua aposentadoria. Atualmente, o ex-craque é embaixador da FIFA e auxilia na revelação de novos jogadores nas bases marfinenses. 


6 - Joël Tiéhi: Foi um notável atacante, de boa finalização, mas que gostava de vir de trás, carregando a bola e usando suas velozes arrancadas para superar os adversários. Foi formado nas categorias de base do SC Adjamé, mas antes mesmo de ir para o time profissional, foi contratado pelo Le Havre. Ficou por sete anos no clube, sendo um ídolo histórico. Marcou mais de 60 gols em 177 partidas disputadas. Com uma boa proposta do Lens, transferiu-se para o clube, que já contava com Roger Boli, amigo e compatriota de Joël. A dupla encaixou rapidamente e com uma incrível média de gols e de boas atuações, a equipe conquistou a Taça de Verão 1994. Tiéhi jogou ainda em outros três clubes na França, o Martigues, o Saint-Denis e o Toulouse. Já veterano, teve grande passagem pelo Al-Jazira e pelo Al-Ain nos Emirados Árabes, anunciando sua aposentadoria em 2003. Com a Seleção Marfinense, foi destaque na conquista da Copa das Nações Africanas de 1992, anotando quatro gols na competição. Disputou ao todo 40 partidas pelos Elefantes.


5 - Gervinho: Com esse diminutivo "aportuguesado" até parece um jogador brasileiro. Gervinho não tem nenhum parentesco com Brasil ou qualquer país de língua portuguesa, mas seu primeiro treinador foi Joel Carlos Gustavo, ex jogador e técnico brasileiro, que lhe deu o apelido e treinou as categorias de base do Mimosas. O clube Beveren levou Gervinho, Barry, Eboué e Romaric para a Bélgica em 2004, enchendo os bolsos dos sócios do Mimosas, que acabaram brigando pelo dinheiro e se separaram. Os quatro marfinenses brilharam na Jupiler League, conseguindo vagas em clubes dos maiores países da Europa. Gervinho foi para o Le Mans, fazendo um grande temporada 2008/2009. Em seguida, foi para o Lille, que desembolsou cerca de seis milhões de euros para ter o veloz e habilidoso atacante. Tornou-se ídolo ao ter atuações de gala pelo clube francês, e além disso foi campeão da Ligue 1 e da Coupe de France na temporada 2010/2011. Valorizado, transferiu-se para o Arsenal no ano seguinte, onde teve boas atuações, porém nunca foi um titular absoluto do time de Wenger. Desde 2013, quando o ex-técnico do marfinense no Lille, Rudi García, foi para a Roma, Gervinho está no clube italiano e vem tendo boa performance. Atualmente, pode ser considerado um dos melhores jogadores em sua posição, já que é um ponta muito rápido, tem boa finalização, ótimos dribles e passes. Com a Seleção Marfinense, o atleta foi grande destaque da conquista da Copa Africana de Nações em 2015. Disputou as Copas de 2010 e 2014, marcando dois gols nesta última. Até o presente momento, soma 71 partidas pelos "Elefantes".


4 - Abdoulaye Traoré: Recordista de títulos em competições nacionais. Traoré venceu seis vezes o Campeonato Marfinense (1990/1991/1992/1993/1994/1995), sendo artilheiro em duas oportunidades, e duas Copas Marfinenses (1990/1991). Todos estes títulos foram conquistados atuando pelo Mimosas, clube onde se tornou o maior ídolo da história. Abdoulaye era um matador nato, foi veloz e sabia driblar, mas sua grande característica era realmente a finalização. Teve curtas passagens na Europa, atuando por Braga, Metz, Toulon e Avignon. Antes de anunciar sua aposentadoria em 1997, jogou suas últimas duas temporadas pelo Al-Orobah da Arábia Saudita. Com a Seleção Marfinense, Traoré brilhou na Copa das Nações Africanas de 1992, marcando gols e conquistando o título. Teve ao todo 40 presenças por sua nação.


3 - Youssouf Fofana: Meia-atacante muito rápido, habilidoso e que tinha um ótimo aproveitamento nos chutes com a perna esquerda. Com toques curtos na bola, costuma ir para cima dos marcadores, superando-os na velocidade. Iniciou no Mimosas e antes mesmo de chegar ao profissional, foi vendido ao Cannes. Logo na temporada seguinte, chegou ao Monaco, onde tornou-se um grande ídolo. Defendeu o clube do principado por oito anos, atuando em quase 200 partidas e marcando 35 gols. Sagrou-se campeão do Campeonato Francês em 1988 e da Copa da França em 1991. Em 1993, trocou o Monaco pelo Bordeaux, porém já veterano, não conseguiu ter o mesmo desempenho. Ainda jogou uma temporada no Al Nasr antes de anunciar a aposentadoria. Atuando pelos "Elefantes", Fofana foi campeão da Copa das Nações Africanas de 1992. Atualmente, é diretor de esportes do Mimosas.


2 - Yaya Touré: Outra "cria" da boa base do Mimosas. Irmão mais novo de Kolo Touré, é um dos jogadores de meio de campo mais completos da história, sendo um ótimo marcador, roubador de bolas, passador, construtor de jogadas, homem de ligação e também um grande finalizador. No ano de 2001, foi para o Beveren, tendo três boas temporadas no time belga. Em seguida, teve dois anos de ótimo futebol no Metalurh Donetsk e uma brilhante temporada pelo Olympiacos da Grécia, conquistando a Copa da Grécia e o Campeonato Grego. Com as excelentes exibições na Copa de 2006, ficou mais conhecido e foi contratado pelo Monaco ao final da competição. Em apenas um ano no principado, tornou-se ídolo da torcida, apesar de não vencer títulos. Seu próximo clube foi o Barcelona, onde começou a jogar mais como um meia central do que um volante. Venceu tudo que podia pelo clube catalão, Campeonato Espanhol, Liga dos Campeões, Copa do Rei e Mundial de Clubes da FIFA. No ano de 2010, Yaya foi contratado pelo Manchester City por cerca de 24 milhões de euros. Até o momento, o marfinense conquistou duas vezes a Premier League, sendo o grande nome da edição 2013/2014. Além de jogar o Mundial de 2006, o craque também esteve presente nas Copas de 2010 e 2014 com a Seleção Marfinense. Conquistou a Copa das Nações Africanas de 2015 e em 107 internacionalizações marcou 19 gols.


1 - Didier Drogba: Maior artilheiro da história da Seleção da Costa do Marfim, com 65 gols marcados em 104 presenças. Disputou três Copas do Mundo (2006/2010/2014), anunciando ao fim da edição do torneio que ocorreu no Brasil que não jogaria mais pelos "Elefantes". Diferente dos outros astros do futebol de seu país, que tiveram boas passagens nas categorias de base do Mimosas e demais times marfinenses, Drogba já começou na Europa. Logo aos sete anos de idade, seu tio, o ex jogador Michael Goma, levou Didier para testes na França. Mesmo contra sua vontade, pois não queria ficar longe de sua família, o atacante continuou na Europa e chegou ao Le Mans em 1997. Foi introduzido aos poucos no time principal, sendo titular na temporada 2001/2002. Transferiu-se para o Guingamp no ano seguinte, marcando vinte gols no Campeonato Francês. As ótimas atuações fizeram com que o Marseille o contratasse. Brilhou intensamente na temporada 2003/2004, sendo vice-artilheiro e melhor jogador do Campeonato Francês. Mourinho exigiu que o Chelsea trouxesse o marfinense, e o time inglês desembolsou cerca de 25 milhões de libras para ter Drogba. De 2004 a 2012, Didier conquistou quase todos os títulos possíveis, tais como a Premier League três vezes, a Liga dos Campeões 2011/2012, sendo o grande herói ao marcar o gol que levou o time para a decisão por pênaltis no final da partida, além de várias Copas da Inglaterra. Em uma pesquisa realizada em 2012 com a torcida do time londrino, Didier foi eleito o melhor jogador da história do clube, superando ídolos como Terry e Lampard. Jogou uma temporada pelo Shangai Shenhua e duas pelo Galatasaray, retornando ao Chelsea em 2014 para vencer outra Premier League. Atualmente, mesmo aos 37 anos, Drogba vem jogando muito bem pelo Montreal Impact na MLS.


Blog C. Fernando

Administrador; 26 anos; Católico; Apaixonado por Eduarda Guidarini; Fanático por futebol; Futebol bonito não é melhor que o eficiente; Penalti não é loteria, mas sim treinamento e competência; Torcedor do Avaí, Real Madrid e Fiorentina.

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