Balanço dos times catarinense no primeiro turno das séries A e B do Brasileirão

Avaí: Gílson Kleina faz um bom trabalho no clube, apesar da fraca campanha. O time perdeu muitas oportunidades de estar com uma pontuação melhor, principalmente por erros nos finais de jogos. Muitas lesões vêm atrapalhando a escalação da equipe, que por não contar com um elenco de qualidade, carece em setores importantes, como no meio campo e no ataque. Quando Marquinhos Santos está em campo, a equipe joga diferente e tem um toque de qualidade na ligação com os atacantes, sem falar nas bolas paradas, contudo os problemas no joelho direito do meia não estão lhe permitindo jogar com regularidade. A fratura no tornozelo de William também tornou-se um "pesadelo" para Kleina, que conta apenas com André Lima, que por sinal também vem tendo problemas de lesão, como um centroavante qualificado. Apesar da chegada de Léo Gamalho, o time necessita de muitos reforços, principalmente um goleiro e um zagueiro. Outra dor de cabeça para o "Leão" é o volante Renan, que vinha fazendo um ótimo campeonato, mas foi pego no antidopping e está temporariamente suspenso. O grande destaque individual do clube até o momento é o lateral direito Nino Paraíba, que está em ótima fase técnica e física. O Avaí não entrou nenhuma vez no Z-4, contudo as chances de cair são grandes e a minha aposta é de que voltará para a Série B.


Chapecoense: O time mais bem planejado e construído, vem tendo seu retorno com a boa campanha na competição. A "Chape" foi muito bem montada pelo técnico Vinícius Eutrópio, que trouxe bons jogadores e tem peças de sobra no elenco, como os atacantes William Barbio e Roger, além Maylson, Hyoran, Nené e, Caramelo, que podiam ser titulares em grande parte dos adversários. A pontuação da equipe dentro de casa é ótima, e provavelmente mais cinco vitórias isentará a equipe de "flertar" com a zona de rebaixamento. Cléber Santana caiu muito bem no meio de campo da Chapecoense, cadenciando o jogo e fazendo a bola rolar. A defesa vem se mostrando segura, fato é que só tomou 17 gols e tem um dos melhores aproveitamentos da competição.


Criciúma: O professor Petkovic deu uma levantada na moral do Tigre, que perdeu apenas uma partida com o sérvio no comando. Esse mal início, antes da chegada do ex-craque, é que faz o Criciúma estar no meio da tabela, mas apenas seis pontos atrás do primeiro time do G-4. As possibilidades de acesso ainda são boas, mas para isso o clube precisa fortalecer um pouco mais seu elenco. O meio de campo e o ataque não estão ainda bem encaixados, e muito disso aconteceu após a saída de Cléber Santana, que deixou uma "lacuna". Marcos Assunção, jogador de 39 anos, é a grande aposta do time para o segundo turno, todavia eu não acredito que possa acrescentar muito o grupo, já que está muito lento para os padrões de uma competição tão "pegada". As bolas paradas podem ter muita importância com o meia em campo, mas depender apenas disso pode ser um "tiro no escuro". Rodrigo Andrade vem sendo o maior destaque, acrescendo ainda a maior surpresa, do clube na competição.


Figueirense: A saída de Argel e a chegada de Renê Simões no comando do time, com certeza vai mudar o estilo de jogo da equipe. Argel trouxe para o Figueirense jogadores com características de muita força física e garra, que por sua vez faziam exatamente o que o técnico gostava. Renê sempre foi adepto de um futebol mais técnico e de posse de bola, diferenciando-se completamente do estilo de jogo do ex-técnico do clube. Esse antagonismo pode trazer problemas no início de trabalho do treinador, que provavelmente deve fazer algumas mudanças no meio de campo e no ataque. Por outro lado, se tudo se encaixar, a equipe pode ficar muito forte, aliando os dois métodos de trabalho. Ao meu ver o "Furacão" tem problemas na lateral esquerda e na armação de jogadas, já que os meias contratados para isso vivem lesionados. A defesa titular é o ponto forte do time, mas suspensões e lesões vem tirando Thiago Heleno dos jogos. O capitão Marquinhos é o grande destaque do time, pois além de ter ótimo desempenho na marcação e na liderança do setor defensivo, vem fazendo gols também. Clayton e Alex Muralha são outros que estão tendo boas performances. Com o time que tem, deveria estar melhor na tabela, mas fica difícil fazer previsões sobre o futuro do time no campeonato, já que o estilo de jogo deve mudar e os resultados ainda são uma incógnita.


Joinville: Até a chegada de PC Gusmão, que por sinal foi muito contestada, o JEC já era tido como um rebaixado certo. Nas quatro partidas com o novo treinador, o clube ganhou novo ânimo, tanto é que somou sete pontos e a derrota que teve aconteceu nos últimos minutos diante do Grêmio em Porto Alegre. Acredito que o maior desafio do Joinville nas primeiras rodadas foi ter boa parte do elenco formada por garotos que não conheciam a força de uma Série A, exemplos disso foram as más atuações de Naldo, William Popp e Diego, que agora voltaram a atuar bem. No meu ponto de vista, a equipe ainda carece de um zagueiro para formar dupla com Bruno Aguiar, um meia mais dinâmico que Marcelinho Paraíba e Marcelo Costa, mesmo sabendo da importância destes dois veteranos para o grupo e nas bolas paradas, e por fim de um atacante definidor de jogadas. Vejo mais possibilidade do Joinville escapar da Série B de 2016, do que do Avaí. Mesmo assim, minha aposta é de que será rebaixado.



Blog C. Fernando

Administrador; 26 anos; Católico; Apaixonado por Eduarda Guidarini; Fanático por futebol; Futebol bonito não é melhor que o eficiente; Penalti não é loteria, mas sim treinamento e competência; Torcedor do Avaí, Real Madrid e Fiorentina.

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