Top 10 Maiores Jogadores Espanhóis da História

10 - David Villa: Nada menos que o maior artilheiro da história da Seleção Espanhola, com 59 gols. Disputou três Copas do Mundo (2006/2010/2014), vencendo em 2010, e também duas Eurocopas (2008/2012), sendo campeão nas duas edições. Desde pequeno, Villa tinha vontade de se tornar um jogador profissional, tanto é que jogando bola aos quatro anos de idade, fraturou o fêmur. Seu pai sempre incentivou o filho, e ao ajudá-lo com a recuperação da grave lesão, fez com que o menino criasse força na perna fraturada (esquerda), tornando-se ambidestro. Dos nove aos dezessete anos, jogou nas categorias de base do UP Langreo. Em 1999, chegou ao Sporting Gijón, onde ficou até 2003, disputando duas vezes a segunda divisão espanhola e destacando-se pela grande quantidade de gols marcados. Na temporada seguinte, surgiu uma proposta para o atacante trocar o Gijón pelo Zaragoza, e como a crise financeira no time da segunda divisão era grande, teve de vendê-lo por cerca de três milhões de euros. Fez dois grandes anos em Zaragoza, conquistando a Copa do Rei e a Supertaça em 2004, além de muitos gols. Com o destaque, foi inevitável ao clube segurar o craque, que mudou-se para o Valência. David Villa jogou por cinco anos no Valência, sendo o grande jogador da equipe no período. Ao todo marcou 131 gols, tornando-se o quinto maior artilheiro da história do time e brigando pela artilharia do Campeonato Espanhíl em todas as temporadas. Em maio de 2010, o Barcelona anunciou a contratação de Villa, desembolsando 40 milhões de euros. Pela equipe azul-grená, venceu a La Liga duas vezes, duas Supertaça da Espanha, uma Supercopa da Europa, uma Champions, um Mundial Interclubes da FIFA e uma Copa do Rei. Com as grandes atuações, tinha tudo para se tornar ídolo na Catalunha, porém o "divisor de águas" de Villa no Barcelona, aconteceu no Mundial Interclubes, quando em um lance infeliz quebrou a tíbia e ficou cinco meses sem poder exercer sua profissão. Após voltar de lesão, o atacante não conseguiu repetir as grandes partidas realizada, e muito menos a recuperar a titularidade da equipe recheada de estrelas. Com a chegada de Neymar e demais jogadores, David trocou o Barcelona pelo Atlético de Madrid em 2013. Apesar de não realizar uma brilhante temporada, contribuiu para o incrível título do Campeonato Espanhol conquistado pelos colchoneros, assim como o vice-campeonato na Liga dos Campeões. Marcou quinze gols em 47 partidas. Recentemente, acertou com o New York City, afirmando que o projeto do time norte-americano o agradou muito. No entanto, só jogará pelo clube da MLS em 2015. Sendo assim, atuará por empréstimo no Melbourne City, da Austrália, até o final do ano de 2014, mantendo o ritmo e o físico para iniciar bem nos EUA.


9 - Iker Casillas: Eleito melhor goleiro do mundo pela FIFA por cinco anos consecutivos (2008 até 2012), bicampeão da Eurocopa (2008/2012), campeão da Copa do Mundo (2010), cinco vezes campeão do Campeonato Espanhol, tricampeão da Champions e muito mais. Títulos e grandes atuações é o que não faltam na carreira deste "monstro". É também o jogador que mais vestiu a camisa da Seleção Espanhola, 156 vezes. Desde 1998, Casillas joga pelo Real Madrid e talvez nunca saia do clube espanhol. Mesmo após os conflitos com o treinador José Mourinho, que o deixou no banco, o arqueiro permaneceu "firme e forte" trabalhando pelo clube que ama. Sendo o terceiro jogador que mais atuou pelo clube merengue, tem tudo para bater o recorde, que é de Raúl, se atuar por mais duas ou três temporadas. 


8 - Luis Henrique: Jogador de muito talento e versatilidade, tendo jogado como volante, meia-ofensivo, ponta e atacante. Nascido em Gijón, jogou pelo clube da cidade até o ano de 1991, destacando-se desde as categorias de base. Chamando a atenção dos olheiros do Real Madrid, assinou com o clube, onde atuou de 1991 até 1996. Em uma época de poucos títulos, Luis teve apenas três conquistas nacionais em cinco anos. Surpreendentemente, trocou o Real pelo Barcelona. Se individualmente as temporadas pelo clube madrilenho foram boas, pelo Barça foram muito melhores. No período entre 1996-2004, Luis Enrique foi talvez o maior ídolo da geração catalã, principalmente pelo fato do time não ter vivido bons anos, tanto no quisito financeiro, quanto na carência de títulos. Mesmo assim, a equipe venceu duas vezes a La Liga. Com belos dribles, velocidade e assistências milimetricas, marcou seu nome na história. Atualmente, é o técnico do Barcelona. Pela "Fúria", disputou as Copas de 1994, 1998 e 2002, marcando doze gols em 62 partidas. Foi o grande nome, ao lado de Raúl, da Seleção Espanhola do período de 94 até 2000.


7 - Fernando Hierro: Foi um dos zagueiros mais técnicos da história. Praticamente não errava passes, saia jogando com muita facilidade, dava grandes lançamentos, tinha bom tempo de bola aérea e ainda era um grande cobrador de faltas. Marcou muitos gols em toda sua carreira, sendo o terceiro zagueiro que mais balançou as redes adversárias, superado apenas por Ronald Koeman e Daniel Passarella. Seu primeiro clube profissional foi o Valladollid, pelo qual atuou por duas temporadas. Foi contratado pelo Real Madrid no ano de 1989. Chegando na capital espanhola, já venceu a La Liga em sua primeira temporada pelo clube, considerado um dos "queridinhos" da torcida. Viveu momentos incríveis atuando catorze anos pelo Real, onde conquistou cinco vezes o Campeonato Espanhol, três Champions, dois mundiais, entre outros títulos. É considerado o melhor zagueiro da história do clube. Hierro ainda atuou no futebol do Qatar e também no Bolton, disputando a Premier League, antes de anunciar sua aposentadoria em 2005. Atualmente, faz parte da comissão técnica de Ancelotti, no Real Madrid. Por sua Seleção, marcou 29 gols, e disputou as Copas de 1994/1998/2002. Com o grande número de gols marcados com a camisa da "Fúria", Hierro é o quarto maior artilheiro da história de sua seleção.


6 - Telmo Zarra: Maior artilheiro da história do Campeonato Espanhol, com 251 gols marcados (Pode ser superado por Messi neste ano). Jogou apenas em clubes bascos, mas com destaque principal no Athletic Bilbao. Ganhou diversos torneios, copas e até o Campeonato Espanhol, mas sempre destacou-se por marcar muitos gols. Pela Seleção Espanhola, tem uma média de um gol por jogo, marcando vinte gols em vinte partidas. Em virtude disso, o jornal espanhol "Marca" criou o "Troféu Zarra" na temporada 2005-06, na qual o prêmio é destinado ao jogador espanhol com mais gols marcados nas duas primeiras divisões da Espanha. Disputou a Copa do Mundo de 1950, no Brasil, marcando por quatro vezes na competição. Além do faro de gols, Zarra reunia força física, velocidade e bons chutes com as duas pernas.


5 - Francisco Gento: Quando criança, Gento praticava atletismo, adquirindo a velocidade que tanto marcou o seu estilo como jogador de futebol. Falava-se, na época, que o craque podia correr 100 metros em 10 segundos carregando a bola (O recordista mundial, Usain Bolt, tem a marca de 9,58 segundos em 100 metros). Após um ano jogando pelo Racing Santander, transferiu-se para o Real Madrid. Nas primeiras atuações pelo clube mais vitorioso do mundo, "Paco Gento" (como era conhecido) mostrava muita velocidade, mas poquíssima intimidade com a bola, fazendo com que a torcidade duvidasse do pontencial do jovem jogador. O meia argentino Héctor Rial, contratado pelo Real um ano após a chegada de Gento, ajudou o espanhol a aprimorar o domínio de bola, a técnica e os chutes. Os precisos cruzamentos efetuados do lado esquerdo do campo, por Gento, viraram uma jogada fundamental da histórica equipe do Real Madrid que conquistou seis títulos europeus em onze temporadas (1956 a 1966). Foi o parceiro perfeito para os goleadores Alfredo Di Stefano e Ferenc Puskás. Pela Fúria, disputou a Copa do Mundo em 1962 e 1966. Como treinador, comandou os clubes: Castilla, Castellón, Palencia, Granada, e as categorias de base do Real Madrid, mas sem sucesso. Aos 80 anos, Gento ainda é influênte na gestão de Florentino Pérez, sendo um dos embaixadores do Real Madrid na Europa.


4 - Emílio Butragueño: Um exemplo de atleta e pessoa, muito trabalhador e de boa índole, nunca recebeu um cartão vermelho durante toda sua carreira. Seu estilo de jogo se assemelha ao de Túlio Maravilha, não era brilhante tecnicamente, mas sempre estava bem posicionado e dificilmente desperdiçava oportunidades. Iniciou em 1982 sua trajetória no futebol, vestindo desde as categorias de base a camisa do Real Madrid. Dois anos mais tarde, o atacante começou a fazer sucesso no time principal, mostrando sua capacidade de balançar as redes adversárias. Tornou-se um dos maiores ídolos do clube, marcando 170 gols em todo período em que jogou em Madrid. Venceu por seis vezes a "La Liga", três vezes a Copa da UEFA, e muitas outras competições. Acertou sua saída do Real em 1995, quando a idade começou a pesar e o surgimento de um novo garoto da base madrilenha, chamado Raúl, começou a despontar. Acertou então transferência ao futebol mexicano, atuando pelo clube Celaya. Após três bons anos na América, anunciou sua aposentadoria do futebol. Jogando pela Seleção Espanhola, Butragueño teve grande destaque na Copa do Mundo de 1986, na qual marcou quatro gols na goleada improvável da Espanha de 5x1 sobre a "Dinamáquina" de Laudrup. Atualmente é o vice-presidente do Real Madrid.


3 - Andrés Iniesta: Aos 12 anos de idade, o garoto já encantava com seus dribles e excelentes passes nas categorias de base do Albacete. Com isso, chamou a atenção dos olheiros do Barcelona, que levaram o menino para o clube. Já fazendo parceria com Messi, no Barcelona B, era tido como a grande promessa espanhola. Em 2002, Van Gaal lançou Andrés no time principal. Tímido, demorou alguns anos para se firmar como titular, somente sob o comando de Franck Rijkaard. Quando Guardiola assumiu o cargo de técnico do Barcelona, conseguiu encaixar Iniesta e companhia em um esquema tático perfeito, fazendo melhorar o desempenho individual de cada jogador. Venceu a "La Liga" seis vezes, três vezes a Champions, dois mundiais interclubes, duas Copa do Rei, entre outros títulos. Aos 30 anos de idade, ainda tem muito a dar dentro de campo para o Barça. Atuando pela "Fúria", foi o craque das equipes sub-17 e 19 que venceu a UEFA Euro, campeão das Eurocopas de 2008 e 2012 e ainda foi autor do gol do título da Espanha na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Possui mais de 100 jogos com a Seleção Espanhola principal.


2 - Xavi Hernández: Simplismente o jogador espanhol com maior número de títulos conquistados, totalizando 26. Pelo Barcelona, destacam-se as três Liga dos Campeões e o Campeonato Espanhol por sete vezes, já pela Fúria, a Copa do Mundo de 2010 e as duas Eurocopas. Logo aos cinco anos de idade, se sobressaia diante dos demais meninos, enquanto corriam loucamente atrás da bola, Xavi fazia a bola rodar no meio de campo. Aos onze anos, chegou às categorias de base do Barcelona. Recebeu sua primeira chance, no esquadrão principal catalão, quando Van Gaal estava no comando da equipe. Com a veratilidade, os passes perfeitos, lançamentos impecáveis e a boa marcação, foi ganhando a posição do veterano Guardiola. Antes de assumir a titularidade, era tido pelos torcedores como o novo Guardiola, mas superou o atual técnico do Bayern, como jogador, com muita vantagem. Xavi é o jogador com maior número de atuações vestindo a camisa azul-grena, somando mais de 700 partidas disputadas. Pela "Fúria", só fica atrás de Casillas, com 133 atuações. Com 34 anos completos e alguns problemas físicos, deve se encerrar seu ciclo pelo Barcelona no final desta temporada, pendurando as chuteiras ou indo para a MLS.


1 - Raúl González: Poucos sabem, mas o maior ídolo da história do Real Madrid, começou no grande rival, o Atlético. Marcou 65 gols durante uma temporada inteira nas categorias de base do Atlético Madrid. Na temporada seguinte, novamente Raúl balançou muitas vezes as redes adversárias, porém o presidente Jesús Gil y Gil, dissolveu as categorias de base, alegando problemas financeiros. Como o Real Madrid "não dá ponto sem nó", trouxe o atacante para sua base. Logo aos dezessete anos, em sua primeira temporada pelo clube, marcou dezesseis gols em sete jogos. Raúl passou 16 anos de sua carreira jogando pelo Real Madrid, tornando-se o maior artilheiro de todos os tempos do clube com 323 gols, a frente inclusive de Di Stéfano, além de também ser o jogador que mais atuou na história do clube, com 741 aparições. Com os Merengues, ganhou seis "La Ligas", três UEFA Champions League, quatro Supercopa da Espanha, uma Supertaça Europeia e duas Copa Intercontinental. Em 2010, quando já não era mais um titular absoluto do Real Madrid, achando que ainda tinha "lenha para queimar", acertou sua saída do clube e foi para o alemão Schalke 04. Em apenas dois anos atuando pelo time de Gelsenkirchen, Raúl fez grandes jogos e virou ídolo da torcida. Conduziu o Schalke a incrível campanha na Liga dos Campeões, na qual foi eliminado nas semi-finais pelo Manchester United. Em 2012, resolveu jogar uma temporada pelo Al-Sadd, do Qatar. Com o fim da temporada no Oriente Médio e o título conquistado pelo clube, anunciou sua aposentadoria. Pela Seleção Espanhola, não conquistou títulos, mas brilhou ao marcar 44 gols e ao jogar as Copas de 1998, 2002 e 2006. Ainda detêm o status de maior artilheiro da história da Champions League, com 71 gols, porém Cristiano Ronaldo, com 68 gols, e Messi, com 67, provavelmente devem ultrapassar a marca de Raúl nesta temporada 2014/2015.


Fontes: ogol.com.br; fifa.com; wikipedia.com 

Blog C. Fernando

Administrador; 26 anos; Católico; Apaixonado por Eduarda Guidarini; Fanático por futebol; Futebol bonito não é melhor que o eficiente; Penalti não é loteria, mas sim treinamento e competência; Torcedor do Avaí, Real Madrid e Fiorentina.

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