Aonde foi parar: Sandro Hiroshi


Um atacante veloz, driblador e goleador, foi com essas características que apareceu Sandro Hiroshi no Paulistão de 1999, na qual foi um dos artilheiros da competição jogando pelo Rio Branco. Com o fim do torneio, o São Paulo anunciou a contratação do garoto, mas teve problemas para regularizar o atleta, que tinha parte de seu contrato vinculado ao Tocantinópolis, time pelo qual iniciou a carreira. O dinheiro do passe havia sido pago para o Rio Branco, contudo o clube de Tocantins exigia uma parte do valor, acionando a justiça. Sandro já havia jogado pelo time do Morumbi, inclusive tendo boas atuações e marcando gols, contudo o São Paulo perdeu pontos em duas partidas pelas quais o "japinha" atuou, tendo em vista que escalou-o irregularmente. Enquanto as partes se resolviam, o jornal Folha de São Paulo investigou o caso e acabou descobrindo que Hiroshi havia adulterado sua idade, tendo um ano a mais do que a certidão de nascimento apresentada pelo jogador mostrava. Foi punido com 180 dias, por falsidade ideológica. Após cumprir a suspensão, Sandro nunca mais conseguiu praticar o mesmo futebol que o levou até o clube do Morumbi. Em 2002, saiu do São Paulo para jogar no Flamengo. Tendo más atuações, logo foi dispensado e acertou com Figueirense. Conseguiu destaque em algumas partidas pelo time catarinense, mas nunca foi um titular absoluto. Em 2004, foi para o Guarani, onde marcou belos gols e deu muitas assistências, contudo não evitou o rebaixamento do clube para a Série B do Brasileirão. Ao ser um dos poucos destaque individuais do Bugre, conseguiu um bom contrato com o Daegu, clube Sul Coreano. Jogou também pelo Jeonnam Dragons e Suwon Bluwings no país asiático. Retornando ao Brasil, passou por América de Natal, Santo André, Red Bull, Rio Branco e Inter de Limeira. Hoje, aos 35 anos, Sandro disputa fossa olímpica (tiro ao prato), e o ex-jogador mostra muito talento para o esporte, sendo campeão da Categoria C em pouco tempo de prática.


Blog C. Fernando

Administrador; 26 anos; Católico; Apaixonado por Eduarda Guidarini; Fanático por futebol; Futebol bonito não é melhor que o eficiente; Penalti não é loteria, mas sim treinamento e competência; Torcedor do Avaí, Real Madrid e Fiorentina.

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