Aonde foi parar: León Darío Muñoz


Chinelinho, raçudo, pé torto, gordinho ou genial, Muñoz deixou um sentimento dividido entre os torcedores palmeirenses. O colombiano começou no Envigado, mas ficou no time por pouco tempo, pois logo foi para o Atlético Nacional. Ao lado de Higuita, Aristizábal e Iván Córdoba, foi campeão da Copa Merconorte em 2000, sendo artilheiro da competição. Com as boas atuações, era tido como uma das maiores revelações da América do Sul, e foi disputado por River Plate e Palmeiras, optando pela equipe paulista. Em sua estreia, entrou aos 40 minutos do segundo tempo, tendo menos de dez minutos para jogar, mas mesmo assim pode mostrar toda sua velocidade e ainda marcar um gol. Tornou-se titular em seguida, fez gols importantes e boas partidas, contudo lesionou-se. Daí para frente foram problemas físicos, lesões de difícil recuperação e cada vez que a torcida acreditava que o atacante ia ter uma sequência de jogos, ele se machucava novamente. Dessa forma, quase todos os treinadores que comandaram o Palmeiras de 2001 até 2006, período em que o atleta era funcionário do clube, usaram Muñoz como uma espécie de talismã, deixando-o no banco de início e apostando em sua velocidade no segundo tempo, muitas vezes dando resultado. Caiu para a série B com o clube alvi-verde e subiu novamente no próximo ano, conquistando seu único título com a equipe. Após bom número de jogos seguidos no início de 2004, teve sua primeira convocação para a Seleção Colombiana. Infelizmente esta foi a única alegria de Darío no ano, que teve desentendimentos com o goleiro Marcos, na qual até agrediu o maior ídolo palmeirense, e para piorar sofreu uma série lesão em seu joelho, precisando de cirurgia. Após oito meses de recuperação, sentiu novamente o problema, tendo que corrigi-lo novamente. Recuperado, foi emprestado ao Paulista de Jundiaí, em seguida para Goiás e Coritiba, mas não obteve sucesso em sua passagens. Em 2007, teve seu contrato com o Palmeiras finalizado, e ao sair reclamou de salários atrasados e falta de oportunidades. Retornou para seu antigo time, o Atlético Nacional, onde não teve bons anos e ficou no banco a maior parte do tempo. Ainda jogou por Millonarios e Deportivo Pereira até anunciar a sua aposentadoria em 2010. Hoje em dia, Muñoz mora em Medellín e administra sua própria empresa, a Constructora Brazil (http://constructorabrazil.com/). Também é empresário de jogadores jovens e pretende um dia ser técnico de futebol.


Blog C. Fernando

Administrador; 26 anos; Católico; Apaixonado por Eduarda Guidarini; Fanático por futebol; Futebol bonito não é melhor que o eficiente; Penalti não é loteria, mas sim treinamento e competência; Torcedor do Avaí, Real Madrid e Fiorentina.

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