A Evolução de Guilherme

Guilherme sempre mostrou talento, nunca me esqueço da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2007, onde na ocasião o atacante foi um dos artilheiros da competição, além de na minha opinião ser o melhor jogador, sagrando-se campeão com o Cruzeiro. Logo em seguida, subiu para o profissional e conseguiu a titularidade em 2008. Foi um dos destaques do time no Brasileirão, ajudando a conquistar uma vaga na Libertadores do ano seguinte. Em alguns momentos chegou a ser contestado pela torcida, principalmente pelo fato de não parecer ter ambição, ficando muitas vezes apagado no jogo e parecer não se importar com isso. Não saía muito da área, mas fez uma boa quantidade de gols.


Nem chegou a disputar a competição continental, sendo vendido ao Dinamo de Kiev no começo de 2009. Não conseguiu se adaptar ao clube ucraniano, sendo emprestado então para o CSKA da Rússia. 


No frio russo, fez uma boa temporada, mostrando mais raça e mobilidade em campo.


Em 2011, chegou ao grande rival do clube que o formou, o Atlético Mineiro. A equipe necessitava de um substituto para Tardelli, que havia saído e deixado saudade. Guilherme não teve um bom ano, balançou as redes algumas vezes, porém não conseguiu se firmar. Ficou para o ano de 2012, fazendo um ótimo início de ano e sendo campeão mineiro. Foi bem também no Brasileirão, mas sofreu com algumas lesões, não conseguindo ter sequência. Em 2013, Cuca acreditou que o garoto pudesse ajudar mais jogando como meia. Testou Guilherme muitas vezes como substituto de Ronaldinho, enfiando bolas para a velocidade de Fernandinho e Bernard. Tornou-se uma alternativa importantíssima do time que conquistou a Libertadores, melhorando o rendimento do time sempre que entrava. Com Levir Culpi, continuou sendo escalado como um "camisa 10", buscando muito o jogo, dando passes primordiais e marcando gols ao chegar próximo da área. Cuca tem muito crédito no rendimento do jogador, conseguindo extraír dele o que se esperava. Se continuar atuando neste nível durante o resto do ano, merece uma chance na Seleção Brasileira.


Blog C. Fernando

Administrador; 26 anos; Católico; Apaixonado por Eduarda Guidarini; Fanático por futebol; Futebol bonito não é melhor que o eficiente; Penalti não é loteria, mas sim treinamento e competência; Torcedor do Avaí, Real Madrid e Fiorentina.

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