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Adeus Rivaldo

O craque Rivaldo, anunciou neste último final de semana sua despedida do futebol. O meia resolveu dar um ponto final a uma brilhante carreira, aos 41 anos de idade. Rivaldo sempre mostrou-se um jogador completo dentro de campo, com uma técnica fora do comum, chutes incríveis, dribles desconcertantes e passes geniais. Fora de campo nunca deu problema aos dirigentes dos clubes, mostrando-se profissional e um grande exemplo a novas gerações. Pernambucano, Rivaldo começou a carreira no Paulistano, time de sua cidade natal. Dentro de pouco tempo, chamou a atenção dos olheiros da região, que logo o levaram para as categorias de base do Santa Cruz, clube com o qual assinou o seu primeiro contrato profissional em 1991.


Após se destacar na Copa São Paulo de Juniores, em 1992, foi negociado junto ao Mogi Mirim. No Mogi, Rivaldo fez parte do "Carrossel Caipira", time que conquistou com sobras a série A2 do Paulistão. No ano seguinte, o craque acertou com o Corinthians, onde teve um mal início, fazendo um paulistão fraco, porém no Campeonato Brasileiro de 1993, foi eleito um dos melhores atacantes do ano, marcando 11 gols inclusive. Com isso Rivaldo foi cotado para a Seleção Brasileira, mas Parreira decidiu não levá-lo a Copa.


Em seguida, o Palmeiras manifestou interesse no jogador e como o Corinthians não fez muita questão de mantê-lo no elenco, liberou o meia. No Palmeiras Rivaldo foi ídolo e ao lado de Evair e Edmundo e fez o trio ofensivo que ganhou praticamente todos os títulos da época.


Em 1996 Rivaldo foi vendido pelo Palmeiras para o Deportivo la Coruña, onde tinha a dura missão de substituir Bebeto, que havia saído do clube. Apesar das dificuldades e do pouco tempo de adaptação, ele conseguiu fazer uma ótima temporada, marcando 21 gols e ajudando o clube a terminar na terceira colocação do Campeonato Espanhol. 


Rivaldo chamou tanto a atenção que foi contratado pelo Barcelona na temporada seguinte por U$ 30 milhões para substituir Ronaldo Fenômeno, que tinha se transferido para a Internazionale. E foi no Barça que Rivaldo se consagrou. Marcou gols antológicos e Conquistou o Campeonato Espanhol nas temporadas 1997-1998 e 1998 -1999, além da Copa do Rei de 1998. Além disso foi jogando pelo Barcelona, em 1999, que Rivaldo conquistou o prêmio de melhor jogador do mundo. 


Em 2002, após o Barcelona contratar novamente o técnico holandês Louis van Gaal, seu antigo desafeto por não concordar com a posição tática que ele o obrigava a jogar no time catalão, Rivaldo se transferiu para o Milan. Apesar de ter participado dos títulos da Copa da Itália e da Liga dos Campeões de 2003, ele não se conformava com a reserva.


No ano seguinte, então, ele voltou ao Brasil, sendo anunciado como a grande contratação do Cruzeiro para a Libertadores. No entanto, sua passagem pelo clube mineiro foi muito fraca, fazendo poucos gols e não rendendo o esperado. Após a eliminação da Libertadores, e a dispensa do técnico Vanderley Luxemburgo, Rivaldo resolveu deixar o clube. Na sequência, Rivaldo foi para a Grécia, onde ganhou o tricampeonato grego (2005, 2006 e 2007) e o bi da Copa da Grécia (2005 e 2006) com o Olympiakos. Ele também teve uma passagem pelo AEK Atenas antes de se transferir para o Bunyodkor, do Uzbequisão, time pelo qual conquistou a Copa do Uzbequistão em 2008 e o bicampeonato nacional em 2008 e 2009, no clube comandado por Felipão.


Nos últimos três anos, Rivaldo ainda teve passagens com pouco destaque pelo São Paulo, Kabuscorp, de Angola, e São Caetano, além do próprio Mogi Mirim, clube do qual é presidente e que lhe proporcionou a alegria de jogar ao lado do filho pouco antes de encerrar sua carreira.


Pela Seleção Brasileira, Rivaldo estreiou em 1993, marcando o gol da vitória do Brasil no amistoso contra o México. Após ficar fora da Copa do Mundo de 1994, ele participou do time que ganhou a medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, que terminou com a dura derrota na prorrogação para a Nigéria de Kanu e Okocha. Em 1998 disputou sua primeira Copa do Mundo. Fez grandes jogos, principalmente nas semi-finais contra a Holanda, mas assim como toda a equipe, fez um péssimo jogo na final contra a França. Em 2002, Rivaldo foi um dos principais personagens da conquista do Penta no Japão. Formou a dupla de ataque de sucesso com Ronaldo e para mim foi o melhor jogador daquela Copa. Sua última partida com a Amarelinha foi no empate em 3 a 3 contra o Uruguai, válido pelas eliminatórias para o Mundial de 2006. Ao todo, Rivaldo marcou 37 gols pelo Brasil.