Top 10 Melhores Jogadores da História da Tchecoslováquia

Neste Top 10, levo em conta jogadores nascidos nos países da antiga Tchecoslováquia, que ao se desintegrar originou: República Tcheca e Eslováquia. Muitos podem nem ter atuado pela Seleção Tchecoslovaca, propriamente dita, mas nasceram ou atuaram em algum destes países.

10 - Jan Koller: Maior artilheiro da história da Seleção Tcheca, iniciou sua carreira como goleiro, já que era uma "muralha", com 2,02 metros de altura. Por ser um ótimo finalizador, passou a jogar no ataque do clube da sua cidade, o Smetanova Lhota. Evoluiu tecnicamente ao passar pelas categorias de base do ZWZ Milevsko e do Sparta Praga. Estreou como profissional em 1994, mas fez sucesso mesmo na temporada 1995/1996. Transferiu-se para a Bélgica, conseguindo notório destaque primeiramente pelo Lokeren, tendo três boas temporadas e sendo artilheiro da Liga Belga 1998/1999, e logo em seguida pelo Anderlecht, time pelo qual conquistou duas vezes a Liga Belga e duas Copas da Bélgica. Koller também foi eleito o craque do Campeonato Belga 2000/2001. Mesmo parecendo lento e desajeitado com todo seu tamanho, Jan era um atacante de mobilidade, que ajudava o time na criação de jogadas e dava muitas assistências aos companheiros. No início da temporada 2001/2002, o gigante tcheco assinou contrato com o Borussia Dortmund, conquistando a Bundesliga logo no seu primeiro ano pelo clube. Koller editou ótima dupla com Amoroso, no ano do título, mas mesmo com a saída do brasileiro, continuou tendo grandes atuações, tanto é que virou um grande ídolo do time de Dortmund, mostrando sempre muita raça e poder de finalização, tanto com os dois pés como com a cabeça. Em um clássico contra o Bayern de Munique, o goleiro Lehmann foi expulso, e os treinos de goleiro do tcheco quando jovem se mostraram necessários, já que ao não ter como substituir mais nenhum jogador, Jan se ofereceu para ajudar o time e "fechou o gol". Koller deixou o Borussia em 2006, tendo sucesso no Monaco, Krylia e Cannes, até anunciar sua aposentadoria em 2011. Pela Seleção Tcheca, o "gigante" disputou 91 partidas, marcando 55 gols (maior goleador da história da República Tcheca). Participou da Copa do Mundo de 2006 e das Eurcopas de 2000, 2004 e 2008. Na edição da Euro de 2004, a República Tcheca fez uma ótima campanha, chegando ás semi-finais da competição, com dois gols e um ótimo desempenho de Koller.



9 - Tomás Rosický: Filho de Jiri Rosický, ex-zagueiro do Sparta Praga. Por sua capacidade de "orquestrar" o meio de campo dos times em que jogou, foi apelidado de "pequeno Mozart". Nascido na capital, Praga, começou no maior time da cidade, o Sparta. Ao ser considerado uma grande revelação no final dos anos noventa, mostrando velocidade, habilidade, visão de jogo, chutes poderosos e ainda boa marcação, comandou a "meia cancha" da equipe que foi bicampeã do Campeonato Tcheco (1998/1999 e 1999/2000). Por um valor próximo dos dezoito milhões de euros, foi vendido ao Borussia Dortmund. Logo em sua primeira temporada na Alemanha, conquistou a Bundesliga juntamente de seu amigo e compatriota Jan Koller. Rosický se mostrou um jogador incansável, sendo o grande cérebro da equipe de Dortmund nos cinco anos em que atuou. Em maio de 2006, assinou contrato com o Arsenal, onde está jogando até hoje. Nestes dez anos no clube inglês, Tomás teve alguns bons momentos, como nos títulos da Copa da Inglaterra 2013/2014 e 2014/2015, mas por outro lado, sofreu (e ainda sofre) com intermináveis lesões, tanto é que em dez anos no time londrino ele atuou quase o mesmo número de partidas que nos cinco anos no Borussia. Representando a Seleção Tcheca, Rosický completou recentemente 100 partidas, com 22 gols anotados. Esteve no grupo que disputou as Eurocopas de 2000, 2004 e 2012, assim como na Copa do Mundo de 2006, marcando dois belos gols diante dos Estados Unidos.  


8 - Antonín Puc: Maior artilheiro da história da Seleção Tchecoslovaca, somando 34 gols em 60 internacionalizações. Puc foi um dos destaques da equipe que chegou na final da Copa do Mundo de 1934, sendo ele o inaugurador do placar, que terminou 2x1 para a Itália de virada. Antonín era um atacante de força e excelente finalização. Jogou a maior parte de sua carreira no Slavia Praga, conquistando oito vezes o Campeonato Tchecoslovaco, sendo artilheiro em duas dessas conquistas e tornando-se um dos maiores ídolos da história do clube. Já no final de carreira, Puc teve outra notória passagem pelo Viktoria Zizkov. Faleceu em 1988, aos 80 anos de idade.


7 - Karol Dobias: Polivalente, era um grande marcador e passador, que jogava como lateral, zagueiro e/ou volante. Nascido em Handlová (Eslovênia), é considerado o melhor jogador esloveno da história. Foi um dos grandes nomes da geração tchecoslovaca dos anos 70, sendo um dos líderes do meio de campo. Marcou um dos gols da final da Eurocopa 1976, onde a Tchecoslováquia sagrou-se campeã diante da Alemanha. Teve também uma boa participação na Copa do Mundo de 1970, somando ao todo 67 jogos e seis gols anotados por sua seleção nacional. Iniciou no Spartak Trnava, onde tornou-se o maior ídolo da história do clube ao conquistar cinco vezes a Liga Tchecoslovaca, sendo estes os cinco únicos títulos do time nesta competição. Após doze anos no time esloveno, transferiu-se para o Bohemians Praga, permanecendo por três anos no clube da capital. Por fim, disputou três temporadas na Bélgica, atuando pelo Lokeren, anunciando a aposentadoria dos gramados em 1984. Karol foi treinador de algumas equipes, como o Bohemians Praga e o Sparta Praga, terminando a carreira de técnico em 2004.


6 - Oldrich Nejedlý: Artilheiro da Copa do Mundo de 1934, com cinco gols anotados, foi um atacante de muitos recursos: velocidade, boa finalização, habilidade e raça. Junto de Puc, sua dupla de ataque, conduziu sua pátria ao vice-campeonato neste Mundial. Em 1938, Oldrich voltou a defender a Tchecoslováquia em uma Copa do Mundo, marcando dois gols, um deles diante do Brasil nas semi-finais, no jogo conhecido como "Batalha de Bordeaux". Esta partida tem recebeu esse rótulo porque foi uma das mais violentas da história, tendo três expulsões e cinco atletas lesionados, sendo um deles Nejedlý, que fraturou uma perna. Ao todo, soma 28 gols em 43 jogos por sua seleção. Em clubes, o atacante tcheco teve uma notória passagem pelo Rakoviník, mas brilhou mesmo no Sparta Praga, tornando-se um dos maiores ídolos do clube na história. Além de conquistar cinco títulos da Liga Tchecoslovaca, marcou 161 gols em 187 partidas, tendo uma incrível média de gols. "Pendurou as chuteiras" em 1948 e faleceu em 1990, aos 80 anos de idade.


5 - Petr Cech: Por incrível mais incrível que pareça, Cech iniciou sua carreira como atacante, nas categorias de base do Viktoria Plzen. Enquanto seus colegas evoluíam tecnicamente, Petr ficava pra trás, por isso resolveu jogar como goleiro, já que era muito alto. Dos sete aos dezessete anos, permaneceu na base do Viktoria, até que em 1999 recebeu uma proposta e mudou-se para o Chmel Bisany, onde teve duas boas temporadas. Na sequência, viveu um bom ano no Sparta Praga, mesmo sem conquistar um título. Chamou a atenção de Arsene Wenger, que tentou levar o goleirão para o Arsenal, porém não obteve sucesso para conseguir autorização de trabalho para a Inglaterra. Seu novo destino foi o Rennes, que vivia um mal momento na França. Em duas temporadas, Cech teve participações fundamentais para manter a equipe na primeira divisão francesa, fazendo verdadeiros "milagres" de baixo das traves. Pelo valor próximo de sete milhões de euros, assinou contrato com o Chelsea em 2004. Petr tornou-se uma lenda pelo clube londrino, disputando quase 500 partidas em onze anos. Conquistou nada menos que quatro vezes a Premier League, três Copas da Inglaterra, uma Liga Europa e a UEFA Champions League 2011/2012, onde o tcheco teve incrível atuação na semi final, ao defender um pênalti de Messi, e uma atuação ainda melhor na final, quando defendeu uma penalidade na prorrogação e duas nas disputas de pênaltis, sendo considerado o "homem do jogo" da decisão. Sua passagem "mitológica" pelo Chelsea não foi só de alegrias, tendo em vista que em 2006, após dividida com Hunt (Reading), Petr teve uma séria fratura na face, que lhe deixou inconsciente e quase custou sua vida. O goleiro ficou três meses fora dos gramados recuperando-se do choque e, por isso, até hoje só pode atuar com um capacete protetor. Ao perder espaço no time titular para o belga Courtois, Cech resolveu se transferir para o rival Arsenal, que o queria desde que era um garoto. Sua primeira temporada vem sendo muito boa nos "Gunners", já sendo um dos preferidos da torcida. Pela Seleção Tcheca, Petr detém o recorde de atleta com o maior número de atuações, 119 internacionalizações. Conseguiu grande destaque na Eurocopa de 2004, quando foi eleito o melhor goleiro da competição. Também disputou a Copa do Mundo de 2006 e as Eurocopas de 2008 e 2012. Neste ano, irá capitanear sua pátria na Euro 2016.


4 - Antonín Panenka: O grande herói da maior conquista da história da Tchecoslováquia, a Eurocopa 1976. Panenka fez uma ótima partida e ainda foi dele o pênalti que decidiu o título para seu país. O craque ainda inovou ao fazer uma cavadinha ao cobrar a penalidade, sendo o criador desta maneira de converter pênaltis. Antonín era um meia-atacante de velocidade, habilidade e de excelente aproveitamento em bolas paradas. Iniciou sua carreira no Bohemians Praga, tornando-se uma lenda no clube. Atuou durante catorze anos no time da capital, e apesar de ter notórias atuações e muitas propostas de outros times tchecos, jogou apenas no Bohemians em sua pátria, mesmo sem conquistar títulos. Em 1981, resolveu se aventurar na Bundesliga Austríaca, jogando pelo Rapid Viena. Na Áustria, fez enorme sucesso, marcando muitos gols e conquistando duas vezes o campeonato nacional pelo Rapid. Permaneceu no país até o fim de sua carreira, jogando por clubes menores. Atualmente, Panenka é o presidente de seu time de coração, o Bohemians.


3 - Josef Masopust: Volante de boa antecipação, ótima visão de jogo, muito técnico e que possuía um exímio controle de bola. Costumava recuperar bolas na defesa e sair driblando os adversários até fazer a ligação com o ataque. Masopust tornou-se o primeiro tcheco a vencer a Bola de Ouro, sendo eleito o melhor jogador de 1962. Iniciou sua carreira em 1950, quando defendeu as cores do pequeno Technomat Teplice. Ao ganhar destaque, assinou contrato com o Dukla Praga, onde tornou-se um "mito". Conquistou sete vezes o Campeonato Tchecoslovaco, tornando-se o maior ídolo e o atleta que mais vezes vestiu a camisa da equipe, com 386 partidas. Pela Seleção Tchecoslovaca, comandou o grupo que chegou na final da Copa de 1962, perdendo a final para o Brasil. Foi considerado por muitos o melhor jogador deste mundial. Somou dez gols em 63 jogos por seu país. Faleceu em 2015, aos 84 anos de idade.


2 - Zdenek Nehoda: Eis o jogador com maior número de presenças pela Seleção Tchecoslovaca, 90 atuações com 31 gols marcados. Era o "cérebro" do meio de campo da Tchecoslováquia nos anos 70, sendo ele um dos principais craques do título da Eurocopa 1976. Também disputou a Euro de 1980 e a Copa do Mundo de 1982. Nehoda era um meia de ligação muito técnico, que dava ótimos passes e tinha extrema eficiência nas finalizações. Em clubes, foi ídolo no Dukla Praga, onde jogou doze anos e conquistou três vezes a Liga Tchecoslovaca. Tornou-se o substituto de Masopust, poucos anos após o maior ídolo do Dukla deixar os gramados. Em 1983, resolveu deixar seu país para se aventurar em outras ligas europeias, conseguindo ter muito sucesso no Darmstadt da Alemanha, no Grenoble da França e por fim no Amaliendorf da Áustria, aposentando-se em 1989. Desde então, agencia jogadores tchecos, como Nedved, Grygera e Hubschman.


1 - Pavel Nedved: Um dos melhores meias da história do futebol. Pavel era completo: chutava igualmente com as duas pernas, tinha passes e uma visão de jogo incríveis, era veloz e driblador. Começou sua jornada futebolística no Dukla Praga, onde jogou por apenas um ano e já despertou interesse do Sparta Praga, que contratou-o em seguida. Pelo Sparta, Nedved teve exibições espetaculares, "orquestrando" o time na conquista do último Campeonato Tchecoslovaco, já que o país foi dissolvido em 1992, em uma Copa Tcheca e no Campeonato Tcheco em duas oportunidades. Em 1996, recebeu sua primeira chance de disputar um torneio com a Seleção Tcheca, a Eurocopa 1996. Pavel foi "o cara" da equipe, que também contava com Patrick Berger, Poborski e Smicer, conduzindo a República Tcheca até a final da competição. Reeditando a final de 1976, o grupo encararia a Alemanha na final, porém desta vez os vencedores foram os alemães com dois gols de Oliver Bierhoff. Valorizado após o término da Euro, o craque chegou a acertar um pré-contrato com o PSV, mas no final da janela de transferências recebeu uma proposta muito mais interessante da Lazio, assinando com o time romano. Na Itália, o "Mago Tcheco" teve uma primeira temporada discreta, entrando aos poucos no time titular, contudo Nedved foi ganhando confiança e acabou se tornando o grande craque do time, e assim conquistou seis títulos, dentre eles um Scudetto, duas Copas da Itália e uma Recopa Europeia, tendo esta última o gol decisivo do tcheco. Com a saída de Zinedine Zidane da Juventus, o time de Turim se viu obrigado a procurar no mercado um novo camisa 10, escolhendo Pavel como seu novo alvo. Ao desembolsar 36 milhões de euros, o tcheco assinou contrato com o time Bianconero, tendo oito brilhantes temporadas. Logo em seus primeiros dois anos, conquistou duas vezes a Série A italiana e foi o "maestro" do time na Liga dos Campeões 2002/2003, contudo não pôde disputar a final contra o Milan, pois acabou acumulando cartões amarelos e viu sua equipe sair derrotada nos pênaltis. Ao final desta mesma temporada, Nedved se tornou o segundo tcheco a ser premiado com a Bola de Ouro. Na Eurocopa 2004, Pavel foi o capitão do time tcheco que chegou ás semi-finais da competição, perdendo para a Grécia na prorrogação. Com a denúncia e a comprovação de combinações de resultados na Itália pela Juventus, a equipe foi rebaixada para a Série B e muitas estrelas resolveram "abandonar o barco", porém este não foi o caso de Nedved, que contribuiu muito para o título e a volta do time de Turim a elite. Novamente capitaneou a Seleção Tcheca em uma competição, a Copa do Mundo de 2006, todavia a equipe não conseguiu classificar-se para ás oitavas de final, e Pavel anunciou que não representaria mais seu país. Jogando por sua nação, o craque teve 91 internacionalizações e dezoito gols anotados. Após ser idolatrado imensamente na Juventus, resolveu em 2009 que era hora de parar, e em um jogo diante da Lazio, seu ex clube, fez sua última partida na carreira, sendo reverenciado pelas duas torcidas ao final do confronto. Atualmente Nedved é o vice-presidente da Juve.


Blog C. Fernando

Administrador; 26 anos; Católico; Apaixonado por Eduarda Guidarini; Fanático por futebol; Futebol bonito não é melhor que o eficiente; Penalti não é loteria, mas sim treinamento e competência; Torcedor do Avaí, Real Madrid e Fiorentina.

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